domingo, 14 de novembro de 2010

centro

Encontro comigo neste ambiente
Em torno indo
.
No entorno ando
O devir
tornando-se vai

Arrumação

Cortinas; é o que pede.
Medidas para tirar
Retirar os infuncionais suportes
Reusar sobre novas bases aéreas.

Vassoura e vassoura
Prateleiras e livros voadores
.vão(s)
.Vão(s)
Estante sobre a mesa
vai.
E eu? Pra onde?

Da arrumação

Transparentes quero as janelas:
olhos da (ou do?) casa(-)nova.
Sem películas azuis permanentes
Mas com brancas (?) cortinas
móveis,
o piscar do olho e outro universo surge.
Ali, é abertura para Vida.
Dali, a vista se Infinitiza.
. .
. .
. .
Pela manhã, varanda é templo.
A veneração do dia: celebração
com coração,
abertura dos pulmões,
alongamento dos músculos.
E contrações,
e força às alturas da mureta
e saltos sobre corda:
necessário lembrar que a vida envolve a morte.